"... Tenhamos presente o que nosso povo não é europeo, nem o americano do norte, o que mais bem é um composto da África e da América o que uma emanação de Europa..."

Simón Bolívar

Falamento de Angostura, 15 de fevereiro do 1819

Do 8 ao 13 de dezembro do 2018 comemoram-se 60 anos da I Conferência Internacional dos Povos Africanos feita na cidade de Acra em 1958, organizada pelo Kwame Nkrumah quem foi presidente da Ghana para o momento, está conferência internacional logrou ter mais de 250 delegados e delegadas incluídos: Patrice Lumumba, Amilcar Cabral, Julius Nyerere, só por nomear alguns, além de isso, várias centenas de partidos políticos nacionalistas do continente africano, o que sob o mote "REVOLUÇÃO PACÍFICA AFRICANA" debateram assuntos como; terra para os africanos, dereitos de votos idênticos para todos, aplicação da declaração universal dos direitos humanos na África, reagrupamento dos Estados, federação e confederação progressiva dos Estados, assim, Nkrumah compreendendo a função mais importante do momento histórico, ele acelerou a integração política da África com a liderança que tinha obtido pelo desenvolvimento do exercício político e diplomata o que em 1952 levou-o ser Primeiro Ministro da Costa de Ouro, mais tarde, em março de 1957 proclama a independência de seu país com o nome da Ghana.

Igualmente, o Comandante Chávez autoreconhecendo-se afrodescendente com a liderança histórica e política o que lhe permitiu começar o desenvolvimento da Revolução Bolivariana, visionou concretizar a união da África, da América do Sul e o Caribe, mais lá dos governos, onde a união de estos continentes seja com referência aos interesses dos povos irmãos, através de estratégias políticas Antiimperialista contra a colonização o que garantirão o "equilíbrio do universo" e a consolidação de estos continentes como pólos de poder.

De fato assim foi plasmado por ele na Lei do Plano da Pátria 2013 - 2019 para ir aprofundando nos mecanismos de integração entre a África e a Venezuela desde o Governo Bolivariano e desde o Poder Popular, ratificado absolutamente pelo Presidente Constitucional da República Bolivariana da Venezuela Nicolás Maduro Moros, assim, se demonstra no grande Objetivo Histórico IV. CONTRIBUIR AO DESENVOLVIMENTO DUMA GEOPOLÍTICA INTERNACIONAL NA QUAL SE CONSTRUA O MUNDO MULTIPOLAR E PLURIPOLAR O QUE PERMITA LOGRAR O EQUILÍBRIO DO UNIVERSO E GARANTIR A PAZ NO PLANETA, daqui se soltam três objetivos gerais imprescindíveis para o desenvolvimento da política exterior com o continente africano; 4.3.1.5 Aprofundar as relações de cooperação política e econômica com todo os países de nossa América do Sul e con àqueles países da África, a Ásia, a Europa e a Oceânia cujos governos estejam dispostos trabalhar com fundamento no respeito e a cooperação mútua. 4.3.1.6 intensificar a aproximação com os mecanismos de integração econômica e política da Ásia e da África. 4.3.1.8 Impulsar foros de união interregionais Sul - Sul, como América do Sul-África (ASA).

Neste sentido, o ex-presidente do Brasil Luíz Ignácio “Lula” da Silva (hoje preso político pela ultradereita brasileira) e o ex-presidente da Nigéria Olusegum Obasanjo deram as contribuições fundamentais para a criação da Cúpula ASA como mecanismo de integração e cooperação Sul - Sul; África e América do Sul, até a data tem feito III Cúpulas: 2006 Abuja Nigéria, 2009 Ilha de Margarita a Venezuela, 2013 Malabo a Guinea Equatorial e está pendente a IV Cúpula que tem devido ser o ano 2017 na cidade de Quito Equador, tudo indica que de acordo à vontade política dos governos membros da integração ASA se fazem as cúpulas ou não, digo esto, porque el Presidente Lenin Moreno do Equador chegou alí com os votos da Revolução Cidadã, exerce a presidência pro Tempore deste organismo e não tem convocado dita cúpula, agora, este desconhece seu origem político e atraiçoa a confiança o que o povo equatoriano  deu lhe convertendo -se no lacaio proYankee para impedir e obstar os processos de integração que permitem a emancipação dos povos, de alí a integração e cooperação África, América do Sul está sendo ameaçada pelos interesses econômicos e geopolíticos do imperialismo.

Por isso, estamos chamados e chamadas promover e construir nossa união popular política e internacional com reconhecimento de todos e todas, já dizia-o Comandante Chávez faz 6 anos, o 8 de dezembro do 2012 num mensagem ao mundo onde chamava à "unidade dos patriotas" para vencer ao capitalismo e neocolonialismo, então, seríamos muito ingênuos em pensar que a conexão histórica e espiritual de carácter unitário entre la I Conferência Internacional dos Povos Africanos (8/12/1958) e o postulado pelo Comandante Chávez "Unidad, Luta, Batalha e Vitória" (8/12/2013) ¿Es mero acaso? Não, estamos obrigados e obrigadas pelo devir histórico que aponta no repensamento dos mecanismos de integração dos povos do mundo, assim nos passeamos numa retrospectiva por diferentes períodos de tempo, portanto, nossos ancestrais viveram própria mente o desenvolvimento do sistema escravista o que foram subjugados nossos povos na África, América do Sul e o Caribe pelos países europeos como: Gran Bretaña, España, Francia, Bélgica, Portugal, entre outros que em tudo esse processo cometeram crimes contra a humanidade que marcaram a história, o presente e o futuro de diferentes gerações.

Contudo, a escravidão e a neocolonização não impediram o surgimento de grandes lideranças na África como Amilcar Cabral, Patrice Lumumba, Nelson Mandela, Kwame Nkrumah, entre outros e muito menos parou a ações insurgente das lideranças de africanos africanas e sues descendentes no Caribe como o exemplo de : Toussaint Louverture e Alexandre Petion na Haiti primeira Pátria livre da América, Zumbi dos Palmares e a Revolta dos Bahianos no Brasil, Juana a Avançadora, Guillermo Ribas, José Leonardo Chirino e Argélia Laya na Venezuela, só por nomear alguns referentes históricos e políticos fundamentais que deram grandes contribuições nos processos de independência e para o caso venezuelano o elemento étnico afro foi determinante na construção da Venezuelanidade, de alí, o que movimento Afrodescendente da Venezuela está propondo à Assembleia Nacional Constituinte incluir no texto constitucional a categoria Afrodescendiente.

Por estos motivos, creemos pertinente alçar nossa voz cimarrona para manifestar nossa vontade e a força com o objetivo político de unificar África e sues diáspora para lutar contra o neocolonialismo e o imperialismo, hoje no 60 aniversário da ideia do Kwame Nkrumah em relação à "Revolução Africana Pacífica" se seguem debatendo os critérios de união sob o mote " África deve unir-se" e nós desde a perspectiva Afrovenezolana nos incluímos como sujeito ativos na construção sócio política e sócio histórica da unidade entre África e seu diáspora desde a diplomacia dos povos, entendida como o processo de intercâmbio solidário y complementario entre organizações sociais e partidos políticos da esquerda para o análisis de idearios políticos, análisis da conjuntura, sistematização de experiências e construção de estratégias fundamentais na integração política Antiimperialista em função de concretizar planos dirigidos ao desenvolvimento integral dos povos com estrito respeito à independência, à soberania, à autodeterminação e não injerencia en assuntos internos, onde os movimentos sociais sejam os "intelectuais coletivos" transformadores das relações internacionais com África, América do Sul e o Caribe.

A ação de assumir ativamente a unidade do continente africano com sue diáspora não é retórica, mais bem obedece numa resposta histórica rebelde contra o racismo, a discriminação, a exclusão, a xenofobia e todos issos mal originários do capitalismo que tem como motor a "Superioridade Branca" expressado no próprio Presidente Donald Trump e com ele um conjunto de atores internacionais donos e heredeiros das empresas transnacionais que se fizeram mil milhonarias com os crimes contra a humanidade cometidos na escravidão, por isso sempre é oportuno o momento para exigir REPARAÇÕES aos responsáveis da colonização por todas as desigualdades que geraram em seu ego de dominar o mundo, assim mesmo, aconteceu em 1528 com a casa de banco alemã dos Wesler que fizeram um contrato de arrendamento com o Carlos V da Espanha para colonizar parte da Venezuela, agora, hoje ¿Quem responde pelos crimes contra a humanidade cometidos por este banco alemão contra a Venezuela? Crimes que não prescrevem. ¿Quem responde pela trazida forçada e em condição de pessoas escravizadas desde a África para América e o Caribe?

Se ninguém governo imperial quer assumir o papel que tiveram na escravidão, nós os denunciaremos sempre e exigiremos reparações concatenadas ao desenvolvimento da década Internacional para as pessoas Afrodescendentes proclamado pela Assembleia Geral da ONU dezembro 2014, na resolução 68/237 (2015-2024) que contempla desenvolvimento, reconhecimento y justiça, ainda, há quem asseguram que ter ações em defensa das pessoas Afrodescendentes e africanas é errado, bom perguntemos então, se no mundo não há racismo, nem discriminação racial ¿Porque só 18 países dos 193 Estados membros deste organismo multilateral tem ratificado está resolução em seus próprios Estados? É a hora de colocar nome e sobrenome aos autores intelectuais dos crimes contra a humanidade cometidos desde a colonização até as novas formas de neoescravidão em nossos dias, é dizer, os crimes de lesa-humanidade não deve ficar no abstrato.

Os inimigos da união africana são os mesmos inimigos da união da América do Sul e o Caribe, assim, devemos em primeiro lugar construir nossa unidade e em segundo ordem adotar ações no marco duma agenda política anticolonialista onde os povos do mundo sejam os principais protagonistas, nesse sentido, seria interessante ver por exemplo no foro de São Paulo que é um mecanismo de acordo político regional contra o imperialismo, incluir como eixo transversal a dinâmica política unionista da África, onde os partidos da esquerda africanos constroam agendas de luta com os partidos políticos das regiões antes mencionadas para organizar a ofensiva contra o inimigo comum de nossos continentes, mesmo que, para o caso dos movimentos sociais que se dão encontro no próximo ano 2019 en Caracas, Venezuela onde se desenvolverá a Assembleia Internacional dos Povos, máxima expressão de organização sociais debatendo contra a remetida imperial e seu "ordem mundial".

Visto de esta forma, é próprio o momento para alertar aos povos do mundo sob o afã hegemônico o que governo dos Estados Unidos encabeçado pelo Donald Trump e segundado por governos proimperialistas, pretendem manter contra o desenvolvimento pleno dos povos que tem decidido reescrever sua realidade social desde a vitória e não desde a derrota como quiseram inocular no imaginário coletivo, para dominar aos povos que por natureza são rebeldes com causa e indomável pelo espíritu.

Do mesma maneira, queremos denunciar ante a sociedade internacional que a Venezuela está sendo assediada política e economicamente pelo Presidente dos Estados Unidos e seus lacaios no mundo, pelo simples feito de quer construir o "homem novo" e a mulher nova rumo à sociedade socialista fundamentada na democracia participativa, protagónica e cooresponsavel, agora, em contraposição a dereita Internacional apelida nos de "ditadura" e com esse preconceito errado tem tratado de desestabilizar a economia em função de derrubar o governo que dirige o Presidente Constitucional da República Bolivariana da Venezuela NICOLÁS MADURO MOROS através de imposições dum conjunto de sanções que não têm valides no território nacional, mas dificulta as relações econômicas no sistema financeiro internacional, para tentar submeter nosso povo heróico através duma guerra econômica e das mídias em função de criar as condições que justifiquem uma intervenção militar Estadounidense na Venezuela, só que o povo bravio, Cimarrón, Rebelde, filhos e filhas do Libertador Simón Bolívar e do Comandante Chávez não permitiremos jamais o que império Yankee apodere-se de nossa pátria.

Na Venezuela modestamente com 20 anos de Revolução tem tido 25 eleições, isso demonstra a vontade profundamente democrática do Governo Bolivariano, contudo, os inimigos da pátria mantêm uma posição errônea de nossa realidade e quer desconhecer o poder político o que povo venezuelano deu lhe ao Presidente NÍCOLAS MADURO MOROS o passado 20 de maio nas eleições presidenciais, por isso nós estamos dizendo a verdade ao mundo do que acontece na Venezuela para desmontar a ditadura das mídias o que o imperialismo pretende transmitir na comunidade internacional.

En resumo, é ineludivel o compromisso de fazer a unidade política da África e seu diáspora até ter uma força política Antiimperialista para consolidar e aprofundar as relações no marco da diplomacia dos povos, com os partidos políticos da esquerda e as organizações sociais da África, a América do Sul, e o Caribe, em função de estabelecer alianças estratégicas que coloquem como finalidade o desenvolvimento pleno do ser humano rumo à construção do SOCIALISMO.

"...É em nossos continentes onde se encontram os suficientes recursos naturais, políticos e históricos que se requerem para salvar ao planeta do caos ao que tem sido conduzido. Não perdamos a oportunidade que o sacrifício independentista de nossos antepassados nos brinda o dia de hoje, de unificar nossas nações num autêntico pólo de poder, que para dizer-o com o Papãe Libertador Simón Bolívar, seja mais grande por seu libertade e glória que por sue extensão e riqueza..."

HUGO CHÁVEZ

CARTA ENVIADA À III CÚPULA ASA MALABO, GUINEA EQUATORIAL 22 DE FEVEREIRO DO 2013.


Pelo: Jhonny Gutierrez

Onde fica o cacao mais grande do mundo, Sao Jose de Barlovento, 8 de dezembro do 2018.

China ALChina AL

China disputa ser el motor de un nuevo orden internacional, con la construcción del área comercial y económica más grande del mundo, en lo que se conoce como la nueva Ruta de la Seda, que el presidente Xi Jinping anunció en 2013 en Kazajstán.

 Nuestra AméricaNuestra América

La necesidad imprescindible de la integración latinoamericana y caribeña quedó manifiesta en la Declaración Conjunta emitida el 14 de diciembre del 2004, durante la visita oficial del Presidente Hugo Chávez Frías a Cuba

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Artículos de opinión de Reinaldo Bolívar. Editor del Centro de Saberes Africanos Americanos y Caribeños

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